Ladrão de sonhos
Mais uma noite aqui estou
para apreciar, o brilho das estrelas e a lua contemplar. A noite está
fria, dá até para ouvir o som da ventania. Olho ao redor e a rua está vazia,
apenas eu sozinha a divagar pela cidade sombria. Procuro entender porque as pessoa já não
gostam de apreciar a beleza do luar, porque vivem trancadas em suas casas de
portas e janelas fechadas, não consigo compreender o que houve com a vida,
depois de evoluída as pessoas vivem
convictas de que sua casa é uma fortaleza, aprisionando nela a esperança
de sonhar feito criança. Porque crescer é muito chato a vida adulta é mesmo um
saco, cheia de deveres e obrigações,
tirando de nós nossas imaginações, nos fazendo apáticos e mecânicos,
vivemos nesse mundo como seres arrogantes, sendo escravos do grande capitalismo
e propensos ao mundo realístico que nos leva cada vez mais para o abismo do
medo.
De repente me pegam de
surpresa me tirando o sossego de contemplar a natureza, não era a deusa do sono
e nem um guarda me chamando, era o prisioneiro noturno vagando sem rumo, mas
com um propósito, roubar mais um inocente para completar a sua conta corrente. Embora, essa hora o medo não me apavora, sabia que fora de minha fortaleza
estaria exposta com certeza. Como eu não
tinha um mísero centavo, o malfeitor feriu
a um só golpe de faca meu mundo encantado, fazendo jorrar do meu corpo as
estórias de um passado no qual muitos saberiam se um dia eu tivesse contado.
Nubia Cruz, 25/05/17
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